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sábado, 23 de maio de 2009

Ação de Graças

orlandomachadoramos


Uma belíssima celebração eucarística marcou a passagem dos 80 anos de vida do sr. Orlando Machado Ramos. O culto, seguido de um jantar festivo, ocorreu no dia 23 de maio, na Paróquia S. Lucas, em Canoas/RS. A celebração foi presidida pelo Rev. Jorge Alberto da Rosa e contou com a presença dos Revdos. Onofre Machado Ramos e Jessé de Castro Ramos, irmão e sobrinho do aniversariante, respectivamente, além de uma assistência repleta de familiares, irmãos em Cristo e amigos, numa demonstração de respeito e carinho. O Rev. Jessé fez a leitura do salmo e o Rev. Onofre foi o pregador. O aniversariante fez um relato da sua história de vida, um verdadeiro testemunho que emocionou a todos os presentes. Ao longo da vida, o sr. Orlando Machado Ramos tornou-se um exemplo de dedicação à Igreja e à Palavra de Deus. Ele é um pregador do Evangelho de Jesus Cristo e o faz com muito amor, tornando-se uma bênção na vida de tantas pessoas que tem ouvido as suas mensagens e o ministério desenvolvido nesta igreja, que sabemos, sente-se privilegiado em servir. Para cada um de nós os seus 80 anos são um apelo para revivermos a mesma fé em Deus e o mesmo amor pela Igreja. Temos muita razão de agradecer ao Senhor!
por Gilnei de Oliveira

quinta-feira, 19 de março de 2009

Rev. Cid. Silveira Umpierres

Na madrugada do dia 19 de março, faleceu aos 70 anos, no Hospital Ernesto Dornelles, em Porto Alegre, onde estava hospitalizado há algumas semanas o Rev. Cid Silveira Umpierres., clérigo aposentado da Diocese Meridional.
Ele era natural de Bagé, de tradicional família episcopal. Na Diocese Sul Ocidental atuou como Ministro Leigo e Catequista por muitos anos.
Transferindo residência para a Diocese Meridional, foi ordenado ao diaconato em junho de 1993 e ao presbiterado em setembro de 1994. Era dono de uma alegria sempre contagiante, ótimo orador e nos últimos anos, já aposentado, dedicou-se a registrar através de vídeo os principais acontecimentos da vida da Igreja provincial e diocesana.
Era casado com a Sra. Gilce Maria Borda Umpierres e tinha quatro filhos, Ginea Gilce, Lauro, Marcelo e João Leopoldo, noras e netos.
A cerimônia de encomendação no Crematório Metropolitano,foi presidida pelo Bispo Diocesano D. Orlando Oliveira e pelo Revdo. Caio Márcio Lacerda com a presença além de familiares,  de vários colegas,  amigos e amigas.
“ Para os que crêem a vida não é tirada mas transformada” (LOC).

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Falecimento do “Titio” Homero

Comunicador atuou em diversas emissoras de rádio da cidade, desde os anos 1970, e tinha 77 anos. Titio Homero, como ele se popularizou, morreu de parada cardíaca na cidade que adotou aos 26. A morte ocorreu em casa. O sepultamento foi no Cemitério Parque de Caxias do Sul. Titio Homero comandava o programa Rodeio Grande do Sul, na Rádio Viva, desde 1998. O cabo Homero - Antes de se dedicar à comunicação, fez carreira na Brigada Militar. Como dos cinco anos até metade da adolescência morou em Cacequi, no Centro do Estado, era vizinho de um destacamento da corporação. A paixão pela farda veio também com a convivência com o pai, João Manoel da Trindade, segundo tenente do Exército. Homero entrou para a corporação aos 17 anos. Seu primeiro posto no policiamento foi no 2º Regimento de Cavalaria da BM, em Santana do Livramento. Depois, atuou no 5º Batalhão de Caçadores, em Montenegro, cidade onde casou com Alicia Laiser, em 1954, morta em dezembro de 2005. Em 1974, aos 44 anos, se aposentou como 2º sargento da BM, sem nunca ter utilizado o revólver no exercício da profissão, segundo ele. Homero contava que fazia o policiamento sem cassetete e sem arma. Chegava para trabalhar e, quando precisava sair do posto, ia sem os instrumentos de trabalho. Depois de passar pela Escola Militar, em Porto Alegre, em 1948, trabalhou em cidades como Estrela, Bento Gonçalves, Arroio do Meio, Lajeado, Santa Cruz do Sul e Venâncio Aires. Aos 26 anos, em 1956, veio para Caxias trabalhar na Delegacia de Polícia e Trânsito. Em Caxias viu crescer os filhos Maria Salete, 58, Carlos, 54, Giselda, 54, Paula Cristina, 35, e Homero Junior, 33. Na época, o comandante da BM, tenente Cícero Siqueira de Barcelos, apostou na comunicação das ocorrências, porque o cabo Homero era um bom datilógrafo. Com isso, bi-semanalmente, ele realizava uma transmissão de 15 minutos na Rádio Caxias e foi considerado o primeiro relações públicas da BM na cidade. Paralelamente ao trabalho na corporação, Homero era baterista e cantava no conjunto musical Irmãos Guerra, do programa de auditório Gente Nossa Divertindo Nossa Gente. O programa era feito no auditório do Sindicato dos Reunidos, hoje Sindicato dos Metalúrgicos, e transmitido até 1960 pela Rádio Independência, hoje Rádio Mãe de Deus. Cabeleira contou, há dois anos, que o apelido nasceu porque Homero se auto-intitulava Titio, chamando as pessoas ao palco e aconselhando-as como se fossem da família. Na década de 1970, foi trabalhar na Rádio São Francisco. Em 1972, tornou-se apresentador de programas de auditório. Por causa do espaço pequeno, teve que transferir o estúdio para uma sala no prédio em que funcionava a rádio. Até o final da década, o programa começou a ser feito no auditório do colégio Santo Antônio. Em jornais da época, duplas como Chitãozinho e Xororó e o grupo Os Serranos foram alguns dos apontados como presenças no programa. De 1974 a 1981, já aposentado da BM, apresentava o Domingo na Querência, programa de auditório na TV Caxias. Na década de 1980, Titio tentou uma candidatura ao Legislativo de Caxias. Mesmo com a popularidade, “era conhecido mais que parteira de campanha”, segundo o próprio, Titio Homero não fez mais que 200 votos. Umas das justificativas, é que não tinha coragem de contar que era candidato, muito menos pedir votos. Em 2008, Titio Homero incentivou a publicação do jornal Janela Anglicana, da Paróquia Virgem Maria, da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, da qual foi um dos fundadores, em 1965. Ele foi um dos motivadores e também um dos fundadores da Irmandade de Santo André (Capítulo Mater Dei), dedicada a propagar o evangelho entre os homens.
Paula Kazue Suzuki

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Saudades da Vó Martina

“Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor.” (1 Co. 13:13)
Na última sexta-feira, dia 20/06, perdemos aquela que foi para nós a maior referência desses sentimentos. Perdemos não, porque seu exemplo, sua lembrança e suas lições ficarão conosco para sempre; mas deixamos de contar com sua presença física, com seu abraço caloroso, com suas palavras doces.
A história da vida da nossa Vó Martina resume-se em alguns momentos de grande alegria e outros de profundo sofrimento, situações de conforto e também de extremas dificuldades. Mas esperança, amor e fé nunca lhe faltaram... A esperança da menina que já nasceu sem pai, numa família bastante humilde, cresceu sob a rigidez de um padrasto que não lhe permitiu ser alfabetizada e, mesmo assim, teve sabedoria para ensinar muito àqueles que a rodearam; o amor da jovem que se apaixonou e casou-se, contra a vontade da família aos 16 anos, dando início a uma descendência numerosa e muito unida; a fé da mulher que se firmou em Deus nos seus momentos mais difíceis, mas, principalmente, deu graças a Ele por todas as bênçãos que recebeu. Martina da Silva Cardoso (ou Machado Ramos, como era mais conhecida) foi uma esposa mais do que dedicada ao seu marido Demétrio, especialmente quando o reumatismo tirou-lhe os movimentos; foi uma mãe amorosa, que deu à luz 14 filhos, um dos quais morreu ainda criança, e ainda teve generosidade para criar mais um; foi uma avó cheia de mimos com os seus 69 netos; foi uma “bisa” muito carinhosa para 122 bisnetos; foi uma “tata” querida para os 25 trinetos/tataranetos que tinha ao morrer. Além disso, ao longo de quase 96 anos de vida, que completaria no próximo dia 23/07, acumulou amigos que a admiravam e outros que a adotaram como uma segunda mãe, graças à simpatia e à ternura que dispensava a todos que se aproximavam dela. Por tudo isso, seus atos fúnebres foram marcados por demonstrações de grande afeto; pela fé herdada por seus descendentes, que velaram seu corpo cantando hinos de ação de graças e louvor a Deus; pela beleza das muitas flores recebidas de familiares e amigos, de empresas e instituições; e pela presença das muitas pessoas que tiveram a honra e a alegria de conviver com esse ser tão especial. Vó Martina amou e foi amada intensamente, distribuía sorrisos e bênçãos, contava histórias e fazia piadas. Hoje, ela, que era o nosso sol, transformou-se em estrela: já não ilumina com a mesma intensidade, mas ainda brilha; já não aquece tanto, mas sabemos que nos olha lá do céu. Agradecemos aos demais familiares e a todos os amigos que deram carinho à nossa “vozinha” em vida e hoje nos oferecem a sua solidariedade.
Dos filhos Orlando, Osório, Orêncio, Onofre, Oliveira, Odácio, Odone, Odemar, Otília, Ocenira, Odilon, Onira e Odila, noras e genros, netos, bisnetos e trinetos da Vó Martina.

domingo, 1 de junho de 2008

Lilla Wornicow

Felizes os que morrem no Senhor. 
No dia 01 de junho de 2008, na Capital, cumprindo o tempo que Deus lhe deu, sua fiel serva e nossa querida irmã, Lilla Wornicow nos deixou aos 77 anos de idade, dos quais cerca de trinta no trabalho da Seara do Senhor. Oriunda de família de descendentes russos, sediados em Erechim que adotaram a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil como sua instituição de fé, pertenceu a inúmeras paróquias no interior do Estado.
Lilla foi um membro ativo da IEAB e pela sua forma positiva, alegre e muito responsável, ocupou o cargo de Tesoureira, tanto da UMEAB Diocesana, como na Paróquia. Desde 1970, estava vinculada à Paróquia do Redentor, em Porto Alegre, onde exercia as funções de Tesoureira da UMEAB, por mais de 10 anos, e da Junta Paroquial, igualmente, por um longo tempo, e era muitíssimo querida pela Congregação. Sua devoção a Deus e a Jesus Cristo, sua fé serena e inabalável, sua dedicação à causa do Evangelho, seu espírito de renúncia e amor cristão, sempre solidária com os amigos e irmãos na fé, constituem um exemplo e uma inspiração para todos nós e, especialmente, para as novas gerações de eclesianos que virão. Perde a Igreja Militante uma de suas fiéis servidoras, mas a Igreja Triunfante ganha mais uma irmã consagrada. Felizes aqueles que morrem no Senhor! Sim, diz o Espírito, pois descansam de seus trabalhos.
Oficiaram o sepultamento, dia 02 de junho, às 16h30min, o Bispo Diocesano D. Orlando Santos de Oliveira, o Rev. Caio Márcio Álvares Lacerda, Reitor da Paróquia do Redentor e o Rev. Jayme Baratz. A Junta Paroquial decidiu colocar uma placa em sua homenagem, intitulando o local no Salão Paroquial, onde ela sempre se sentava para fazer suas tarefas de Tesoureira de: ”Cantinho da Lilla”.
Elizabeth Cabral

terça-feira, 27 de maio de 2008

João Duarte Barcelos (*1921 + 2008)

Nascido em 10/06/1921, faleceu em 27/05/2008, na idade de 86 anos.
Filho de Miguel Duarte Barcelos e Maria Elisa Valim, era natural de São Francisco de Paula. Aos 33 anos casou-se com Lelina Batista dos Santos Barcelos, com a qual teve duas filhas. Uma natimorta e a segunda, Mariangela Barcelos Schuch. Enviuvou em 1982 e, após alguns anos, passou a viver com sua companheira, até o final, Jussara da Silva Reis, da qual adotou uma nova família, composta dos dois enteados Darlei e Alcione, suas esposas Vera e Sabrina e dois netinhos: Caroline e Bruno.
Seu João teve uma vida voltada para sua família, sua cidade e, principalmente, para sua igreja. Na Paróquia da Bênção Divina desempenhou diversas funções: todos os cargos da Junta Paroquial, presidente da Irmandade de Santo André, cantor do Coral Bênção Divina. Leitor Leigo durante muitos anos, foi o braço direito de diversos reverendos, com os quais manteve amizades profundas. Conduziu a paróquia durante um longo período em que à mesma esteve sem reverendo residente. Foi pioneiro no Movimento Ecumênico, uma vez que, pelo seu caráter e honradez, foi convidado por diversas vezes para ser o tesoureiro das festas da Igreja Católica Romana; tanto que, quando falecia alguém e os padres não podiam atender, era convidado para fazer as encomendações e sepultamentos. Apoiou também a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, a qual celebrou seus cultos por longo período, no templo da Igreja Episcopal. Na ausência dos pastores, era convidado a dirigir orações daquela Congregação.
Era uma pessoa que nunca dizia não para as causas sociais e religiosas. Com sua característica especial, a “bondade”, ajudou muitas pessoas, ensinando o ofício de tipógrafo. Com grande hospitalidade, juntamente com sua esposa Lela, acolhia a todos em sua residência, a qual era uma “casa cheia”. Abrigava pessoas que vinham do interior. Ele e Lela tiveram, inclusive, dois filhos adotivos: Sérgio Lopes e Paulo Jessé Reis.
Tio João, como era carinhosamente chamado por pessoas de várias idades, teve uma família pequena, porém a amava muito: a filha, o neto Cirilo, por quem tinha verdadeira devoção, sua namorada Caroline, e o genro Magno, o qual considerava um filho, bem como este o considerava um pai.
Viveu intensamente a vida. Teve muitos percalços e incontáveis momentos felizes, até os 82 anos, quando foi acometido de isquemias cerebrais, impossibilitando-o de andar e deixando-o acamado por quatro anos. Com muita fé e resignação, nunca se queixou ou revoltou-se, sendo um grande exemplo de fé, perseverança, força e amor à vida, sempre fortalecido pelas orações e cuidado irrestrito de sua família. Faleceu no Hospital Arcanjo São Miguel, também na cidade de Gramado.
Seu enterro foi muito emocionante, precedido de culto na Igreja Episcopal Anglicana, dirigido pelos reverendos Hermes e Onofre e pelo padre Evair, com a participação especial do Grupo Bocalis. Seu esquife foi conduzido, no cemitério, com gaita e violão, tocados pelos membros do Grupo Lazer dos Sábios e por seu neto Cirilo, todo o cortejo cantando o Hino de São Francisco de Paula, “São Francisco é Terra Boa”. Ao pé do túmulo cantou-se “Graças Dou” e a sua música predileta “Menino da Porteira”, executada por seu neto e genro.
No sábado, dia 07 de junho, foi oficiada uma Missa de Sétimo Dia, na igreja Católica e no domingo, dia 08, um Culto Memorial, na Igreja Episcopal Anglicana, dirigido pelo Reverendo Hermes, com liturgia especial e quarteto de cantores, formado pela família (sua filha, genro, neto namorada).
Magno Eduardo Schuch